Negra Branca Jovem
Velha Mulher
Sob o resquício de
arcaica cultura
Orbitas por tantas
intolerâncias
Por violências quantas,
Tantas vezes silencias
Ninfa fonte de doentio
desejo
Acusam-te da própria
desgraça
Quantas vezes ainda
mulher?
Grito sufocado, preso
na garganta.
Com teu sangue lavas
Com tua vida pagas
Se teu grito sufocas o
cosmo grita
Na imensidão do vazio o breu
O universo a teu favor conspira
A terra estéril de dor gemeu.
Mulher negra do Jongo à
magia
Do teu canto cifrado ao
Batuque
De teus ancestrais a história
conta
Negra Branca Jovem ou
Velha
Mulher nunca deixe te
banalizar
És forte numa frágil
forma
Como flor no deserto
árido
És completa
Simplesmente mulher
Lucia Araujo



Um local muito interessante e que eu desconhecia! Muito obrigada!
ResponderExcluirBjxxx
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